Autora: Amanda Taranto

Amanda Taranto é carioca, mãe, professora nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, Mestre em Ciência da Literatura pela UFRJ e, atualmente, doutoranda em Educação pela UNIRIO, onde participa do GEPAC (Grupo de Estudos e Pesquisas em Avaliação e Currículo).

Ela respondeu algumas perguntas para nossa equipe.

Quando você começou a escrever?

Falar a respeito do mundo da escrita me leva à infância. Eu era uma criança extremamente tímida e muito observadora. Minha mãe conta que foi chamada na escola, quando eu tinha quase três anos de idade, porque a professora queria saber se eu falava, já que eu nada dizia em sala de aula. Assustada, minha mãe respondeu a verdade: “Ela fala tudo e desde muito cedo”.

Relatar esse episódio é algo importante, porque retrata muito de mim. Colocar para o mundo meus sentimentos sempre foi difícil. E foi essa vergonha que me levou a escrever. Por isso que, se eu fechar os olhos agora e pensar em quando comecei a escrever, posso dizer que praticamente nasci com um lápis na mão. No início eram desenhos que com o tempo foram substituídos pelas letras, pois quando descobri o mundo fascinante das letras me apaixonei perdidamente. Escrevia diários e histórias infantis, depois poemas, contos e crônicas na adolescência. Encontrei na escrita uma válvula de escape só minha e que não dividia com ninguém. Posso dizer que o lápis e papel sempre foram meus melhores amigos e estiveram comigo em todos os instantes.

Sua atividade como professora influencia na escrita?

Sim. Já adulta, quando escolhi trabalhar como professora nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, percebi o quanto poderia ajudar as crianças a entenderem certos sentimentos e situações que, na maioria das vezes, estavam vivenciando pela primeira vez. E, assim, fui também entendendo um pouco mais da criança que eu fui, dos medos, angústias e sonhos.

Fale um pouco sobre suas influências literárias.

Quando mais jovem, tinha a vontade de ser jornalista. Sempre gostei muito de ler e de ouvir histórias. Cresci ouvindo as histórias do meu avô durante os finais de semana em família. Minha mãe também foi essencial nesse processo. Ela lia histórias para mim e para minha irmã: Cecília Meireles, Ziraldo, Ana Maria Machado, Lygia Bojunga e tantos outros. Meu pai também esteve presente nessa formação, trazendo a sensibilidade musical. Cresci ouvindo todo tipo de música, mas minha paixão sempre foram os poemas, principalmente os de Vinicius de Moraes.

Tem planos para outros livros?

Claro. Penso na importância da arte enquanto manifestação do ser. Toda e qualquer criação artística que nos auxilie a estar no mundo de forma responsável e cuidadora, bem como a respeitar os diferentes modos de sentir e de ser neste mundo são necessárias. Escrever novos livros seria, portanto, um caminho para dialogar com os inúmeros olhares existentes, de modo que possamos cada vez mais lutar por espaços que promovam o acolhimento e a diversidade.

Obras de Amanda Taranto:

  • A mágica das palavras (no prelo) – Livro infantil

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